Porque as tradições seguem por onde quer que um gaúcho vá

Michele

Porque as tradições seguem por onde quer que um gaúcho vá

Não é porque não estamos no Rio Grande que o Rio Grande não está conosco. O amor às tradições gaúchas nem precisa de mala para atravessar o oceano, segue no coração. Mas, é claro, que algumas coisinhas precisam mesmo de um espaço na bagagem.

Joscemar Morais, um gaúcho de Farroupilha que mora em Portugal desde 2019, conta que trouxe cuias – para usar e para presentear amigos – 10 Kg de erva mate e camisetas do time tricolor. Ele é um dos valentes gaúchos que no fim de semana passaram a noite em uma praia fluvial de Braga para assar um costelão 24 horas e antecipar as comemorações do 20 de Setembro. Hoje não é feriado aqui (risos).

Outro organizador do churrasco é Wylliam Viana, nascido em Porto Alegre e criado em Viamão, mora há 4 anos e meio em terras lusitanas com a esposa Jeniffer e duas filhas. Na mala, não podia faltar um jogo de facas, espetos, várias camisetas do grêmio e o kit para o chimarrão. Foi na primeira edição do evento Dia do Brasil em Braga, em 2019, que a família conheceu outros gaúchos e, de lá para cá, já organizaram vários churrascos e encontros ao som do vanerão. Os amigos tem muita vontade de criar um piquete e, quem sabe mais tarde, abrir um CTG.

Não será por falta de pilcha, garante o Patrick Ribeiro, conhecido como Alegrete. O traje completo veio na mala, junto com a bandeira do Rio Grande do Sul e os apetrechos para o chimarrão. Alegrete contou que as comemorações do Dia do Gaúcho não poderiam ter sido melhor! O grupo de sete gaudérios que foi de mala, cuia e barraca para a praia fluvial de Felinhos, em Braga, assou uma ovelha e 50Kg de carne bovina – só o costelão tinha 25. Para virar a noite à beira do fogo, teve escala de “trabalho”, um rodízio de assadores e cada um teve direito a duas horas de sono.

Wylliam Viana, Alexandre, Bruno, Maisena, Patrick e Joscemar. Fotos: arquivo pessoal

É graças a nós gaúchos que os portugueses estão a conhecer “a costela gaúcha”. O corte não era feito aqui e de tanto os “guris” pedirem, pelo menos três talhos (açougue) já oferecem.

E quando se fala em gaúcho, não pode faltar o tema grenal! A camisa do Grêmio foi o uniforme predominante, mas os colorados também participaram da festa e celebraram a amizade. Até um ex-goleiro do Internacional participou do churrasco. Mais conhecido como Maizena, Geraldo Burile é um paranaense de alma gaúcha.

O representante colorado Elizandro Bueno

Participaram do Dia do Gaúcho antecipado 12 famílias, cerca de 40 pessoas que passaram o domingo mateando, comendo churrasco e amenizando a saudade do Rio Grande. Os momentos que marcaram esse encontro de costumes, tradições e cultura gaúcha ficam eternizados no vídeo abaixo. Para olhar enquanto toma um mate amargo, neste 20 de setembro.

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